uirapuru verdadeiro

O Canto do Uirapuru

A foto é do Dalgas Frish, que dispensa apresentações. Dalgas foi pioneiro na gravação do canto das aves sul americanas, e o único a conseguir capturar o lendário canto do uirapuru verdadeiro, que só existe nas florestas do Acre.

O uirapuru  canta somente uma vez por ano, durante a confecção de seu ninho. E quando canta, os outros pássaros calam. Dalgas  conseguiu  a célebre gravação em 1962, nas matas do seringal Bagaço, e o feito teve logo repercussão internacional. Um jornal americano o registrou com a seguinte manchete:  O Caruso das selvas grava um best seller

Na mitologia amazônica, o uirapuru é símbolo da sorte e da felicidade, e quem escuta seu canto pode fazer um pedido aos céus e será atendido.

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Um pequeno tesouro

Década de 70. Eu fazia História na UFRJ ali do Largo do São Francisco. Tinha um sebo muito bom logo ao lado, na rua da igreja São Francisco de Paula, onde conheci inclusive o Tinhorão, outro frequentador assíduo, à procura de raridades.

Foi meu colega, o portugues Antonio, que descobriu essa preciosidade e compartilhou comigo. Durante meses juntamos dinheiro, enquanto íamos ao sebo quase todo o dia, ansiosos, para saber se o livro continuava lá. Um presente de aniversário completou o montante: ele era meu!

A obra é de 1539, logo, uma das primeiras impressas. Prefácio em Latim e texto em grego, páginas cheias de anotações feitas por um antigo dono. Segundo o Vicente, vendedor do sebo, a rarirade chegou lá no meio de uma biblioteca vendida por uma familia.

No início cheguei a temer que tivesse sido furtado de alguma biblioteca, mas vi que não, porque estava exposto, à venda de maneira bem transparente mesmo.

Não aprendi grego, mas pelo prefácio, em Latim, pude ver que trata dos feitos de Alexandre da Macedonia. Comentei sobre o fato no twitter e encontrei uma porção de profissionais interessados, que estão me dando mais informações sobre o livro, e me ensinando as melhores maneiras de conserva-lo.

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O mais que humano em nos

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Sempre me enterneceu essa solidariedade do indiano para com todos os seres vivos. As outras espécies, mesmo aquelas tradicionalmente inimigas, demonstram constantemente  essa capacidade de acolher maternalmente o “outro”.

Eu acho comovente e lindo!

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Um jantar com Roland Villard

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Foi uma noite mais do que especial, na cozinha do restaurante Pre Catalan: o maitre Roland Villar cozinhou para nós. Em pessoa!

Pena não ter fotografado a mesa: fica no escritório dele, situado dentro da cozinha mesmo. Pela porta de vidro a gente via toda a movimentação e ainda tivemos o privilégio de passear pelas dependencias e conhecer, em detalhes, como se organiza a produção!

Aí estamos nos, cercando o maitre: Ricardo, Rose Taranto, Fátima Tostes, eu e Luiz Xavier.

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shantala

Coisas da India: Shantala

Shantala é o nome dessa mãe que Frédéric Leboyer encontrou em Calcutá, massageando seu bebê.

Fascinado pela arte, que além de aprofundar a intimidade, a cumplicidade, e os laços de carinho e confiança entre mãe e filho, traz uma imensa sensação de bem estar aos bebês, ele a difundiu no ocidente, e deu à massagem o nome de Shantala.

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Vigário Geral: 17 anos

Hoje passei a tarde em Vigário Geral. Os familiares das vítimas da chacina organizaram um culto ecumênico em memória dos seus mortos. Uma cerimônia simples -como é simples tudo o que é de verdade- e comovente demais. Falou um padre,  falou um pastor, falou a Iracilda, que perdeu marido e filha naquele agosto de 93.

Estavam lá os sobreviventes e os amigos que os acompanham desde sempre: mães que perderam filhos assassinados (a Valéria de Brasilia e a Vera Regina) o promotor do caso e hoje desembargador, José Muiños Pinero, o promotor Shultz, a advogada Cristina Leonardo, o coronel da PM Walmyr Alvez Brum, o escritor José Louzeiro, o William da Rocinha, e o cineasta que está preparando um documentário sobre a chacina.

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17 anos depois, muitos desses familiares já desapareceram, sem ver a justiça ser feita e sem receber a indenização que o Estado lhes deve! Vigário Geral é o retrato do abandono a que são relegadas as vítimas no nosso país.

Sobre uma mesa, 21 desses vasos de flor, que correspondiam aos 21 mortos. Cada um deles trazendo o nome do chacinado. A Vera, que perdeu toda a família no massacre, tinha 8 vasos a receber: ficou com um, deu o que correspondia ao seu pai para o filho, que era muito apegado ao avô, e distribuiu os outros entre os amigos.

A mim coube esse: “de mãe para mãe”, ela disse. E me deu o que correspondia a sua mãe. No papel está escrito: Jane Silva dos Santos – Dona de casa.

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A resistencia e a garra do pessoal de Vigário, em sua luta incansável por justiça e paz, é um exemplo e um orgulho para todos nos!

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confuso

Politicamente correto????????

A imprensa descobriu duas palavras: “suposto”e “supostamente”. E anda usando e abusando delas nesse caso do goleiro Bruno.

Que a loura Fernanda é amante ou namorada do goleiro, todo mundo sabe: ele já disse, ela já declarou, o advogado de ambos confirmou. Mas, para os noticiários, ela continua sendo a “suposta amante” ou a “suposta namorada”.

Que Elisa Samudio está morta, ninguém duvida: nem a Justiça, que já condenou o menor envolvido na trama por homicídio e acolheu a denúncia do MP contra o goleiro e o resto da quadrilha. Mesmo assim, Elisa continua ser “supostamente desaparecida” ou “supostamente morta”!

Será esse um post de alguém  ”supostamente” exausta dessa moda do politicamente correto???

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O dia Nacional da Impunidade

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1o anos depois, mesmo julgado e condenado no Tribunal do Júri, Pimenta das Neves continua solto. Enquanto os pais, os irmãos, a familia de Sandra Gomide sofre a agressão de vê-lo assim, como nessa foto, curtindo o sol, na praia, como qualquer cidadão que nunca tenha puxado o gatilho contra ninguém!

Esse devia ser mesmo o dia nacional da impunidade!

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A prova é a testemunha

O livro, como bem disse o criminalista Thiago Anastácio, permite mais do que uma leitura: você “assiste” ao juri. O registro é absolutamente fiel, e a prova disso está aí, na comparecimento do promotor Cembranelli e do advogado de defesa, o dr Podval:

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Aqui estou eu com dona Rosa, avó de Isabella, Daniella Solberg, Ilana Casoy  e o promotor Cembranelli

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E nessa útima com dona Rosa e o pessoal do blog da Isabella, que teve uma participação mais do que especial, na luta para que se fizesse justiça:

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Estreia: LUTO COMO MÃE

Estreia agora em Agosto o documentário mostrando a luta das mães de vítimas da violencia policial.

Emocionada de ver as mães de Acari, a Vera que não está mais conosco e a Marilene, que continua incansável em sua batalha.

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